Um tribunal começou a julgar nesta segunda-feira, 16, o apelo de Khieu Samphan. Ele está condenado à prisão perpétua por seu envolvimento direto no genocídio cometido há mais de 40 anos no Camboja. Khieu Samphan, ex-chefe de Estado dos Khmer Vermelhos, recorreu da condenação determinada em 2018. Os advogados de defesa alegam que o tribunal apoiado pelas Nações Unidas adotou uma “abordagem seletiva” das testemunhas e não deu a devida importância às provas a seu favor. O governo comunista, dirigido pelo “irmão número 1” Pol Pot, de 1975 a 1979, matou 2 milhões de cambojanos. Eles morreram em campos de trabalho, de fome ou executados em massa. Khieu Samphan, que nega ser um assassino, deve depor na quinta-feira, 19, dia do encerramento da audiência. Pol Pot, o “irmão número 1” que queria transformar o Camboja em uma utopia agrária, morreu sem ser julgado.

*Com informações da repórter Camila Yunes