A ONG venezuelana Foro Penal denunciou nesta terça-feira, 11, que o país tem 268 cidadãos detidos como “presos políticos”, sete a menos do que havia sido divulgado no relatório anterior do dia 27 de julho. Segundo o diretor e vice-presidente da ONG, Gonzalo Himiob, 253 dos presos são homens e 15 são mulheres; 135 são civis e 133 militares e 267 são maiores de idade, com apenas um adolescente detido. “Além disso, 9.406 pessoas se mantém sujeitas a processos penais arbitrários por motivos políticos, mas sob medidas cautelares”, disse o representante da ONG no Twitter. Segundo ele, desde 2014 mais de 15 mil detenções políticas foram registradas no país. A ONG fundada por ele, que também é advogado, prestou assistência a 12 mil detidos.

No dia 21 de maio, o Foro Penal pediu para que esses presos não sejam usados como “peças de negociação” após o anúncio de diálogo entre o governo e a oposição liderada por Juan Guaidó. Uma das detenções mais repercutidas recentemente foi a do ex-deputado opositor Freddy Guevara, no início de julho, acusado de envolvimento com grupos paramilitares. A oposição o considera um “preso político”. Segundo um estudo da Organização dos Estados Americanos (OEA), a emigração de venezuelanos pode chegar à marca de sete milhões de pessoas até o fim de 2021 ou até o início de 2022. A marca superaria o êxodo da Síria, considerado como o maior do mundo, com a fuga de 6,7 milhões de vítimas da guerra da região do Oriente Médio.