O médico Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes é especialista em urologia formado pela UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é mestre e doutor na mesma área pela Universidade Federal de São Paulo, a UNIFESP. Possuindo mais de 20 anos de experiência, conta à nossa redação acerca dos riscos e do tratamento da fimose.

A fimose é uma condição em que há um excesso de pele na glande peniana, ocasionando, dessa forma, alguns empecilhos e incômodos na vida do homem. Esse excesso de pele, na maioria das vezes, impossibilita ou dificulta a exposição da glande, ou seja, a cabeça do pênis, essa pele é chamada de prepúcio.

“Existem dois tipos de fimose: a primária e a secundária, sendo fisiológica e patológica, respectivamente”, fala o Dr. Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes. O primeiro tipo ocorre nos primeiros meses de vida do bebê, sendo essa uma condição conhecida por apresentar uma resolução natural, pois grande parte dos bebês de até um ano não expõe a glande, dessa forma, é necessário que os cuidados higiênicos sejam feitos da melhor maneira.

A fimose secundária se sucede quando passado o período de normalidade da condição, a glande ainda se encontra recoberta pelo prepúcio, dessa forma, é necessário a realização de um tratamento o quanto antes para prevenir possíveis complicações com o passar do tempo.

“Os sintomas da fimose podem ser incomodativos e dolorosos”, ressalta o médico Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes. Pois há a presença de dor durante as relações sexuais, por exemplo, bem como inchaço, sangramento e até secreções com mau cheiro. Outros fatores como dificuldade para urinar e assaduras nas genitais podem se fazer presentes nessa condição, por isso, o tratamento imediato é indicado para que não haja posteriores agravamentos.

“Em se tratando do tratamento da fimose primária, há exercícios prepuciais que visam ‘lacear’ a pele para que assim haja a exposição da glande”, narra o Dr. Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes. Contudo, por mais simples que pareça,  esse procedimento é preciso ser feito por um médico, pois se feito da maneira errada, pode provocar lesões e machucados.

Já na fimose secundária, há, geralmente, a prescrição médica do uso de fármacos envoltos no uso de cremes à base de corticoides, que são responsáveis por facilitar o laceamento do prepúcio para que a pele consiga deslizar sobre a glande. Se mesmo após a realização deste tratamento tópico não houver a solução ou melhora do problema, a cirurgia é indicada nesses casos.

“Popularmente conhecida como circuncisão, a postectomia é um procedimento cirúrgico no qual o paciente é submetido a cortes que facilitem a exposição da glande ou a retirada do prepúcio”, assim diz o Dr. Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes. É uma cirurgia considerada simples e seu processo de recuperação também. Contudo, é preciso manter um acompanhamento assíduo com o médico para averiguar se a recuperação está dentro dos conformes, pois após a cirurgia há uma grande sensibilidade na região. Dessa maneira, manter uma boa higiene íntima e acompanhar de forma adequada o médico, resultará em uma boa recuperação, pois quando não há os cuidados necessários, podem haver consequências irreversíveis, como dor durante o ato sexual, sensibilidade aguçada e dolorosa, possibilidades maiores em contrair ISTs e infecções urinárias.

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