Samsung, Motorola e Xiaomi dominam as vendas de celulares no Brasil — mas o bolso do consumidor sente o aperto

Diego Velázquez
Por Diego Velázquez
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O mercado brasileiro de smartphones mostra quem manda nas prateleiras em 2026, enquanto o aumento no custo de componentes pressiona os preços e muda a decisão de compra dos brasileiros.

Quem entra em qualquer loja de eletrônicos no Brasil hoje percebe rapidamente que a disputa pelo consumidor de smartphones nunca foi tão acirrada. Ao mesmo tempo em que marcas consolidadas brigam para manter sua fatia, novas fabricantes asiáticas ganham espaço com propostas de custo-benefício que estão mudando o comportamento do comprador nacional. O cenário de 2026, no entanto, traz um complicador que pesa no bolso do brasileiro: a escalada nos custos de produção, puxada principalmente pela escassez global de chips de memória, deve tornar os celulares mais caros ao longo do ano. Diante disso, entender quem lidera o mercado, quais modelos estão saindo mais das prateleiras e o que realmente vale a pena comprar neste momento se torna uma questão prática para milhões de famílias.

Samsung ainda domina, mas a concorrência chegou de vez

O retrato do mercado brasileiro de smartphones em 2026 é claro em um ponto: a Samsung lidera o mercado nacional com 46% de participação, seguida por Motorola com 21%, Xiaomi com 15%, Oppo com 8% e Apple com 5%. A concentração da Samsung é expressiva, resultado de anos de investimento em fabricação local, presença em lojas físicas de norte a sul do país e uma linha de produtos que cobre desde aparelhos básicos por menos de R$ 1.000 até os modelos topo de linha da série S. A Motorola se mantém firme no segundo lugar, especialmente popular no segmento intermediário, onde seus aparelhos costumam combinar bom desempenho com preços acessíveis. Aciara

O dado mais surpreendente do período é o avanço da Oppo. A empresa chinesa, que está oficialmente no Brasil desde 2022, conquistou a quarta colocação com 8% do mercado, ultrapassando a Apple. A ascensão da Oppo é um exemplo claro de como o consumidor brasileiro se tornou mais aberto a marcas menos tradicionais, desde que elas ofereçam garantia oficial, assistência técnica acessível e um produto que entregue o que promete. O crescimento do comércio eletrônico mudou completamente o jogo — muitas marcas se tornaram populares primeiro online, com promoções agressivas e avaliações positivas, antes de ganhar espaço nas lojas físicas. AciaraNoticias Net

A Xiaomi, por sua vez, sustenta 15% de participação apostando em aparelhos que entregam especificações de intermediário premium por preços que rivalizam com os básicos das concorrentes. Nos marketplaces, os modelos da linha Redmi e o Xiaomi 17T figuram entre os mais buscados em junho de 2026, segundo levantamento do portal Oficina da Net. No segmento que vai até R$ 2.000, essa combinação entre hardware robusto e preço competitivo faz a diferença para o consumidor que pesquisa antes de decidir.

Por que os celulares estão ficando mais caros no Brasil

Por trás do movimento nas prateleiras, existe uma pressão econômica que o consumidor já começa a sentir. O volume de remessas de celulares encolherá 2,1% em 2026 devido à escalada nos custos de produção, impulsionada principalmente pela escassez de componentes, em especial dos chips de memória RAM, o que deve desestimular a troca de aparelhos por parte dos consumidores. Para o Brasil, o impacto é duplo: além do encarecimento global dos componentes, o câmbio amplifica os aumentos de preço quando esses custos chegam ao varejo nacional. Tecnoblog

A situação é tão concreta que algumas fabricantes já sinalizaram reajustes formais. A Samsung já assumiu que deve aumentar os preços de celulares e notebooks entre 10% e 20% no Brasil, conforme divulgado pelo vice-presidente sênior da empresa em entrevista ao Tecnoblog. Na prática, isso significa que modelos que hoje saem por R$ 1.800 podem chegar a R$ 2.160 em breve, e quem estava esperando para trocar de aparelho pode se beneficiar ao fazer isso agora. Tecnoblog

No cenário global, as fabricantes adotaram a estratégia de antecipar pedidos para travar preços antes dos reajustes provocados pela escassez de memória, elevando o volume de produtos no canal de distribuição. Isso inflou as remessas do trimestre, mas boa parte do número representa aparelhos empurrados para o canal antes que ficassem mais caros. Em outras palavras, os estoques nas lojas brasileiras hoje podem ser mais abundantes do que serão nos próximos meses — o que cria uma janela de compra para o consumidor atento. Mundo Conectado

O que o brasileiro está de fato comprando agora

No varejo online, os modelos mais procurados em junho de 2026 revelam um consumidor pragmático. Celulares de entrada e intermediários da Samsung e da Motorola estão entre os mais vendidos de 2026 até agora em marketplaces como Amazon e Mercado Livre. O Galaxy A36 5G aparece consistentemente entre os líderes de busca, equilibrando conectividade 5G, tela AMOLED e um preço que cabe no orçamento de quem não quer gastar uma fortuna. TechTudo

Para quem tem um orçamento um pouco mais amplo, o iPhone 16 tornou-se uma opção interessante após o lançamento do iPhone 17. O iPhone 16 está com oferta de 41% no varejo, caindo de R$ 7.799 para R$ 4.589, e ainda entrega CPU A18, tela Super Retina XDR OLED com 6,1 polegadas, câmera principal de 48 MP e bateria para quase 16 horas de uso típico. Para quem quer entrar no ecossistema Apple sem pagar pelo modelo mais recente, é provavelmente o melhor momento dos últimos anos. TechTudo

O que fica claro ao observar o mercado brasileiro de smartphones em 2026 é que o consumidor nacional está mais exigente e mais informado do que nunca. Ele pesquisa, compara, lê reviews e decide com base em evidências. Em um ano de preços subindo, essa postura pode significar uma economia real de centenas de reais na hora da compra.

Fontes: Associação Comercial de Araçatuba | Tecnoblog | TechTudo | TechTudo — Mais Vendidos | Mundo Conectado | Noticias Net

Autor: Diego Rodríguez Velázquez