Lula defende que inteligência artificial não pode ser privilégio e cobra inclusão digital global

Diego Velázquez
Por Diego Velázquez
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Durante evento internacional voltado à governança digital, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou com firmeza que a inteligência artificial não pode ser privilégio restrito a grandes potências ou empresas de tecnologia. Em seu discurso, Lula enfatizou que o avanço tecnológico precisa ser acompanhado de políticas públicas que garantam acesso amplo, democrático e inclusivo. A inteligência artificial não pode ser privilégio de poucos enquanto a maioria da população mundial permanece à margem dessa revolução tecnológica. Para o presidente, esse é um tema estratégico para o desenvolvimento soberano de países emergentes.

O presidente apontou que a inteligência artificial não pode ser privilégio porque impacta diretamente áreas sensíveis como saúde, educação, segurança pública e produtividade econômica. A ausência de políticas regulatórias globais pode gerar distorções ainda mais graves do que aquelas causadas pela exclusão digital tradicional. Lula defendeu que o debate sobre a governança da IA deve ser conduzido em fóruns multilaterais, com participação ativa de países em desenvolvimento e representantes da sociedade civil. O Brasil, segundo ele, está disposto a liderar essa discussão de forma responsável e progressista.

Segundo Lula, permitir que a inteligência artificial seja dominada por interesses corporativos ou geopolíticos é um erro grave que pode aprofundar desigualdades sociais. A inteligência artificial não pode ser privilégio porque, quando usada de forma ética, pode ser uma poderosa aliada no combate à pobreza, na melhoria dos serviços públicos e no fortalecimento da democracia. No entanto, se mal utilizada ou centralizada, pode gerar concentração de poder, vigilância em massa e manipulação de dados pessoais. Por isso, é fundamental que os países estabeleçam marcos regulatórios sólidos e transparentes.

O presidente brasileiro também destacou a necessidade de investimentos em conectividade, formação profissional e infraestrutura tecnológica nos países da América Latina, África e partes da Ásia. Para Lula, a inteligência artificial não pode ser privilégio porque o direito à inovação precisa ser universal. A exclusão digital não pode ser reproduzida dentro da nova era da automação e da inteligência computacional. É preciso garantir que populações marginalizadas também possam se beneficiar das transformações tecnológicas, participando de forma ativa no desenvolvimento de soluções para suas próprias realidades.

Durante o evento, Lula defendeu a criação de políticas públicas que incentivem a pesquisa em inteligência artificial de interesse público. Segundo ele, a inteligência artificial não pode ser privilégio se ela for impulsionada apenas pelas demandas do mercado. É necessário que universidades, centros de pesquisa e governos também protagonizem o desenvolvimento de tecnologias com foco em justiça social, sustentabilidade ambiental e bem-estar coletivo. Ele criticou a lógica de que apenas as grandes corporações tecnológicas definam os rumos da IA, sem o devido controle social e democrático.

Outro ponto levantado pelo presidente foi o papel da educação na inclusão digital. Lula defendeu que escolas públicas de todos os níveis incorporem conteúdos sobre tecnologia e inteligência artificial, formando cidadãos críticos e preparados para os desafios do futuro. A inteligência artificial não pode ser privilégio apenas de quem teve acesso a escolas privadas ou cursos caros. Democratizar o conhecimento é essencial para que mais jovens participem ativamente da economia digital e ocupem espaços estratégicos na criação de soluções tecnológicas.

Lula ainda afirmou que o Brasil está comprometido com o desenvolvimento ético da inteligência artificial, e que o governo federal está trabalhando em uma estratégia nacional que una inovação, direitos humanos e soberania tecnológica. A inteligência artificial não pode ser privilégio, mas sim uma ferramenta a serviço da inclusão, da justiça e da igualdade. O presidente ressaltou que o país pretende colaborar com outras nações do Sul Global para a criação de políticas comuns e cooperativas que fortaleçam a autonomia dos povos diante das transformações digitais.

Ao final de sua participação, Lula reiterou que a inteligência artificial não pode ser privilégio de elites econômicas ou tecnocracias distantes da realidade social. Ele defendeu um modelo de governança digital inclusivo, que respeite a diversidade cultural e promova o desenvolvimento com equidade. Para o presidente, o futuro da inteligência artificial depende de como o mundo vai escolher aplicá-la: como ferramenta de concentração de poder ou como instrumento de emancipação e cidadania global.

Autor: Jonhy Travor Barusko