Conexão Starlink em celulares já alcança 12 modelos no Brasil

Aifone Notícias
Por Aifone Notícias
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A conexão direta entre satélites e celulares começou a avançar no Brasil e já aparece associada a 12 modelos de smartphones. A tecnologia utiliza a infraestrutura da Starlink para levar comunicação a aparelhos compatíveis em locais sem cobertura tradicional de telefonia móvel, sem a necessidade de uma antena externa.

De acordo com levantamento publicado pelo Canaltech em 29 de outubro de 2026, a Vivo começou a liberar o recurso Vivo Satélite para parte de sua base de clientes. A disponibilidade depende da combinação entre operadora, plano, chip, aparelho e condições técnicas do local.

Quais celulares são compatíveis?

A relação citada inclui aparelhos recentes da Samsung, Apple e Motorola. Entre os modelos estão Galaxy S26, Galaxy S26+, Galaxy S26 Ultra, Galaxy S25, Galaxy S25 Ultra e Galaxy A57. A lista também reúne iPhone 18 Pro, iPhone 17 e iPhone 17e.

Na linha da Motorola, os dispositivos mencionados são Motorola Signature, Motorola Edge 70 e Motorola Razr 60. A relação, porém, não deve ser interpretada como uma garantia de funcionamento em qualquer versão ou situação. O suporte pode mudar conforme o modelo exato, a versão do software, o chip utilizado, o plano contratado e as regras definidas pela operadora.

O próprio levantamento usado como referência considera listas de compatibilidade aplicadas a mercados nos quais o serviço já está em operação. Por isso, consumidores interessados devem conferir a disponibilidade diretamente nos canais oficiais da Vivo antes de comprar um aparelho ou alterar o plano com a expectativa de usar a conexão via satélite.

Como funciona a conexão via satélite

A proposta é permitir que o celular se comunique com satélites quando as redes terrestres não estão disponíveis. O smartphone não precisa de uma antena adicional: o contato é feito pelo próprio aparelho, desde que ele seja compatível e tenha uma visão desobstruída do céu.

Na prática, isso significa que o recurso foi pensado para situações em áreas remotas, estradas, regiões rurais ou outros pontos onde não há sinal de 4G ou 5G. A conexão não transforma o telefone em um dispositivo com acesso irrestrito à internet, nem elimina a necessidade das redes convencionais em locais com cobertura.

Também é necessário manter o roaming de dados ativado, segundo as condições descritas no levantamento. O usuário ainda precisa estar vinculado a uma linha elegível e utilizar um chip compatível. Obstáculos físicos, como construções, árvores ou relevo acidentado, podem dificultar a comunicação com os satélites.

O que é possível fazer com o serviço?

O acesso inicial é limitado a serviços autorizados. Entre as aplicações citadas estão o WhatsApp, o Google Maps, o Apple Maps, o envio de mensagens e o aplicativo da operadora. Isso permite manter algumas funções básicas de comunicação e localização mesmo quando o celular está fora do alcance de uma estação terrestre.

Essa restrição é importante porque o serviço não equivale a uma conexão móvel comum. O consumidor não deve esperar navegação completa, desempenho semelhante ao de uma rede 4G ou 5G ou funcionamento irrestrito de todos os aplicativos instalados no aparelho. A experiência também pode variar de acordo com a posição do usuário e a disponibilidade do satélite.

O recurso, portanto, funciona como uma alternativa complementar para áreas sem cobertura, e não como substituto permanente das redes terrestres. Em regiões urbanas ou locais com sinal convencional, 4G e 5G continuam sendo as principais formas de acesso móvel.

Autorização para testes ainda deve ser verificada

As informações reproduzidas pelo Canaltech também mencionam uma autorização temporária da Agência Nacional de Telecomunicações para que a Vivo teste a tecnologia no país, com validade prorrogada até 22 de abril de 2029. Como esse prazo é um dado regulatório relevante, a confirmação em documento oficial da Anatel é recomendável antes da publicação definitiva ou de qualquer decisão de compra.

O avanço da conexão Starlink em celulares no Brasil mostra como os smartphones podem assumir funções além do acesso tradicional às redes móveis. Ainda assim, a compatibilidade permanece restrita a determinados modelos e condições de uso. Para o consumidor, o passo mais seguro é verificar simultaneamente o aparelho, o software, o chip, o plano da Vivo e a disponibilidade regional do serviço.